Sem telhas no telhado.
Há chuva por vir.
Quando chega a hora de sair dalí?
Quando devo fugir?
Melhor ficar.
Molhados somos mais felizes.
Sem telhas no telhado.
Há chuva por vir.
Quando chega a hora de sair dalí?
Quando devo fugir?
Melhor ficar.
Molhados somos mais felizes.
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Uma cadeira negra em uma sala negra como tal.
Repouso ali, sem olhar nem ver.
E na imensidão do escuro minha face se desfaz.
Já não sei quem sou.
Não há caminho para seguir.
Me perco em mim mesmo.
Não vejo o meu fim.
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Desperto para a vida.
Penso no que vivo.
Por vezes tenho a vontade de sair. De sair da vida.
Minha vida melhora, piora. Minha vida anda.
Vivo indo e vindo sem ter uma razão.
Preciso me ater ao que importa para mim.
Os outros que procurem o que importa para eles.
Se os rumos se mostrarem iguais que venham comigo.
Pois esperar se torna a cada dia mais difícil.
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Liberdade.
Qual a noção de liberdade que devo manter comigo?
Sou livre para ir e vir.
Livre pra fazer o que quiser, dentro do possível.
Mas é essa a liberdade que sinto que me alimenta, que me completa?
Sinto a liberdade como sendo uma razão para viver.
Quero ser livre tanto quanto possa imaginar.
Quero que todos à minha volta sejam livres.
Quero poder compartilhar minha liberdade e a liberdade deles.
Viver a liberdade – consciente da felicidade.
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Por vezes dizem que tenho alma de velho.
Pois sinto que tenho sim, uma alma velha.
Mas isso não quer dizer que me sinta menos jovem, menos criança.
Nosso corpo e a vida que levamos é que nos impõe uma determinada idade, determinado rítmo.
É preciso levar em conta normas sociais e limitações do corpo.
Mas ainda assim devemos nos permitir ser crianças, velhos…
Devemos ser nós mesmos.
A mesma alma.
Do nascimento à morte.
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E se quando eu a visse na minha frente não fosse mais o que pensei?
Se ela fosse tudo o que nunca quis?
Se ao final da jornada eu tivesse apenas o que mais evitei?
Seria tão ruim assim?
Evitar as coisas.
Pensar sempre sobre o lado negativo.
Tudo se tornaria positivo se, por fim, viesse a tona.
Pelo menos eu ja estaria ha tempos acostumado com a ideia.
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Viver.
Por vezes é dificil viver em meio a tantos problemas aqui e ali.
Por vezes é dificil deixar de lado “a vergonha de ser feliz” em meio a tudo isso.
Mas o que temos a fazer?
O que fazer quando nos enxergam felizes demais e tentamos nos conter?
E se nos exaltarmos ainda mais?
Pode ser fácil gritar, jogar tudo pro alto e correr porta a fora.
Façamos isso!
Aproveitar o momento, a fúria, a liberdade.
E só depois, com novas forças angariadas aqui e ali, pensemos na vida.
É depois que devemos ter vergonha.
É depois que devemos ser fortes.
Antes ainda, devemos ser felizes.
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